sexta-feira, 11 de março de 2011

O Circo do Fogo

muito obrigada quem passou lendo aqui :)


ia postar um pouco de outra história mas, honestamente, a preguiça de digitar ganhou rsrs sério, é só olhar pra um dos cadernos e pensar em digitar, que já bate o desânimo....


mas estou escrevendo mais sobre o "Circo do Fogo" então vou postar mais dele mesmo.


E comentários, por favor XD


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(Introdução)

O Circo do Fogo

(Trilha Sonora)

Era o segundo dia desde que o Circo do Fogo estava na região, e a fila parecia não ter diminuído, alimentada por todos aqueles que faziam parte dos acampamentos que estavam há uma distância de até um dia de viagem. O cercado que marcava o terreno que o povo do Circo ocupava era baixo, mas ninguém ousava saltá-lo, todos temiam o que poderia acontecer. Em vez disso, se enfileiravam diante da entrada da frente, onde um grande letreiro de luzes vermelhas piscava, dando as boas vindas. Mesmo dali, a música vibrante que os circenses não deixavam parar nem por um segundo já era audível.

Dentro do cercado estavam diversas tendas, todas elas em cores vivas, e iluminadas de forma artificial. Apenas as luzes já seriam o suficiente para fazer com que todos os nômades olhassem ao seu redor com assombro, mas ainda havia ali diversos produtos a venda, alimentos, utensílios, tecidos e jóias que não eram encontrados em nenhum outro lugar. Aqueles que entravam ali sempre passavam os minutos antes do início do espetáculo negociando nas diversas tendas. Por trás da grande tenda onde aconteciam os espetáculos, estavam as carroças dos circenses e, ao redor delas, crianças brincavam, suas risadas altas e contagiantes, como as das crianças dos acampamentos jamais seriam.

A grande tenda que era o coração do Circo do Fogo era feita de lona de um vermelho profundo no topo, com uma pintura em cores vívidas que dava a impressão de fogo subindo do chão por suas laterais. Diante da grande entrada do público, outro letreiro feito de luzes.

Os circenses em si também eram motivo de assombro para os nômades. Todos eles se vestiam de cores vivas, os tons de vermelho e amarelo predominando entre as mulheres, e azul e verde entre os homens. Eles pareciam não ser afetados pelo frio, e era possível ver crianças descalças correndo sobre a camada de neve que sempre cobria a terra ali. As mulheres vestiam blusas simples e saias esvoaçantes, ou então uma estranha veste que parecia ser feita de uma peça inteiriça de tecido presa ao corpo, e algumas tinham lenços ou fitas decoradas com peças douradas prendendo os cabelos. Os homens usavam blusas largas, quase túnicas, ou então blusas simples brancas e coletes coloridos, e calças de um corte um pouco largo. Todos, homens, mulheres e crianças, usavam braceletes dourados, a maioria decorada com peças que tilintavam a cada movimento que eles faziam.

Mas, por mais que os nômades só vissem tudo isso quando o Circo passava, era dentro da grande tenda que estava a maior maravilha de todas. A fogueira que havia sido chamada de Coração do Fogo. Diziam que sua chama jamais havia se apagado, desde a época em que o mundo havia congelado e os sobreviventes foram forçados a se unir em acampamentos. Agora, ela e os segredos do Circo eram o que permitia que a humanidade sobrevivesse.

- Mari! - muitos se viraram quando uma mulher de seus quase cinqüenta anos gritou, correndo em direção à uma das jovens do Circo. – Mari, Mari! Pensei que nunca mais a veria, pensei que havia morrido no gelo!

- Me desculpe, senhora, não sei de que está falando. – a jovem respondeu, com um sorriso no rosto, mas tendo o cuidado de se manter fora do alcance dos braços estendidos da mulher, seus braceletes tilintando enquanto ela recuava alguns passos.

- Mari, não se lembra de sua mãe? – a mulher insistiu, seus braços caindo quando o reconhecimento que esperava não veio.

- Está me confundindo com alguém, senhora. Meu nome é Áralin, e sou uma filha do Circo do Fogo. – com um aceno de cabeça, a jovem deu as costas para a mulher, sua saia de um laranja vivo fazendo um ruído suave, enquanto ela ia em direção às carroças dos circenses.

A mulher permaneceu no mesmo lugar, o choque e a dor em sua expressão, enquanto murmurava para quem quisesse ouvir:

- É minha filha. É Mari, tenho certeza. Minha filha que desapareceu depois da última passagem do Circo...

Um comentário:

  1. grande espectativa pra essa historia, esperando anciosamente.

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