domingo, 21 de agosto de 2011

Zinne - O Nascimento de Uma Lenda - Parte 4

Sei que ainda tem alguns erros no layout (esse código de comentários é um inferno!!!), mas vou arrumando... rsrs



E agora, a última parte desse conto


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O Nascimento de Uma Lenda







Pela primeira vez desde que os vinya haviam se instalado em Avird, os dáinrir se aproximavam da fortaleza. Já fazia anos que sabiam que a fortaleza dos seus inimigos era subterrânea, e haviam esperado todo aquele tempo para conseguir encontrar uma entrada, e ter certeza de que conseguiriam invadir. Agora, era o momento de dizimar a capital dos vinya.



Uma tropa já havia sido enviada para um dos salões perto da entrada. Eram alguns dos melhores que estavam em Avird, e não hesitariam em dar a vida para proteger a fortaleza. Eles lutaram bravamente, e aquela primeira investida dos dáinrir foi contida, a muito custo. Muitos morreram, e os outros estavam feridos. Nenhum dos defensores escapara incólume, e agora viam mais uma tropa dáinrir se aproximar. Eles sabiam que não tinham condições de enfrentá-los, seria o fim de sua cidadela.


Eles já estavam posicionados, mesmo que sem nenhuma esperança de vencer, quando Táiran chegou. Ela se vestia de forma comum, e a única coisa que parecia especial era a espada que carregava. Mas quando ela parou, e olhou ao redor, os soldados perceberam quem é que estava ali. Sem dizer nada, ela se adiantou, rompendo as fileiras mal formadas e parando exatamente no centro do salão.


- Não haverá luta aqui. – ela falou, por fim, com um tom que não admitia discussões.


- Mas, senhora... – até mesmo os soldados já veteranos hesitaram diante dela.


- Vocês ouviram. Vão cuidar dos seus ferimentos. Não haverá luta aqui. Pelo menos não para vocês.


Eles se afastaram, mas não saíram do salão, voltando a formar suas fileiras um pouco mais atrás. Por mais que conhecessem a fama da jovem, não acreditavam. Ela percebeu aquilo, mas ignorou.


Sem dizer mais nada, Táiran encarou o túnel por onde os dáinrir se aproximavam, e esperou até que estivessem entrando no salão. Então, com um sorriso selvagem, ela ergueu a espada, para depois a baixar e fazer um semicírculo cortando o ar à sua frente.


No rastro da espada surgiu uma onda de luz cinzenta, que se expandiu na direção dos dáinrir. À sua passagem não restou nenhum ser vivo. Enquanto os guerreiros atrás de si soltavam exclamações de espanto, ela fez uma rápida seqüência de movimentos com a espada, encerrando com o corte na vertical. A espada brilhou, e um vento inexistente balançou os cabelos da jovem, antes que ela se virasse.


Os soldados a encaravam com expressões mistas de surpresa, respeito, medo e incredulidade. Ela não lhes deu atenção, tomando o caminho de volta para Avird, para se reportar ao alto-comando.


- Não há mais dáinrir em Karisan. – foi tudo o que ela falou, sem oferecer explicações.


Os comandantes se entreolharam, surpresos e sem acreditar que aquilo realmente fosse possível. Haviam pedido por uma forma de vencer a guerra, e ela lhes havia dado exatamente aquilo. Mas Táiran não lhes deu tempo para pensar, continuando:


- Quero que alguém me leve a todos os pontos de batalha. Logo, tudo isto estará no passado.


- Não tem medo de exceder suas forças e ser destruída por suas habilidades? – um deles ousou perguntar.


- Não. Este é o meu papel, farei o que for necessário.


Com esta resposta, ela se inclinou e se retirou. No mesmo dia, suas viagens começaram. A história do que acontecera em Avird se espalhara à sua frente, e as colônias a recebiam com festas e honras, enquanto os dáinrir, quando eram capazes, fugiam. Por onde ela passava, não restava ninguém dos inimigos dos vinya. Derrotados, os poucos dáinrir sobreviventes se recolheram a regiões distantes daqueles habitadas pelos vinya.


Assim conquistaram a paz, mas o povo agora pedia por Táiran Venasi como sua rainha. Alguém havia deixado escapar a informação de que a criança sem pai, Miara Venasi, havia sido uma bastarda da família real, e agora o povo considerava que Táiran era quem deveria governá-los. A antiga família real, desmoronando como resultado dos anos de guerra, não levantou muita resistência.


Nas mãos de Táiran Venasi surgiu o Império Vinya, composto por todas as colônias daquele povo e de algumas outras raças que encontraram em sua expansão espacial. Logo, eles controlavam Imlas.


Os dáinrir permaneceram em suas colônias afastadas e escondidas, esperando a chance de se vingar, e se aliando àqueles outros povos que não aceitaram o Império.


Duas gerações mais tarde, a linhagem Venasi se tornara a linhagem Táiran, que foi desde então a mais poderosa de Imlas. Desta linhagem nasceram grandes nomes, aqueles que reergueram Ionessen, levaram a manipulação para Adennoi, e deram a Imlas seus maiores aliados.


O Império Vinya governou Imlas desde aqueles dias até a Última Guerra, quando a última mulher da linhagem Táiran, a Imperatriz Christabel Táiran, ao lado de seus aliados de Ionessen e Adennoi, tombou na batalha que dizimou sete universos.

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